sexta-feira, 27 de abril de 2012

Ódio

Ódio...
Eu sentia, eu pensava...Por Deus, eu sabia que era errado...
Mais eu gostava.

Quando se tem ódio, não se tem nada a perder.
Apenas faça o que lhe proporciona prazer.
E deixe-se queimar.
Mesmo se tiver que matar.
Mesmo que tenha que passar por abismos e ver demônios.
Pois abandonar essa ideia é como já estar morto.

Eu tinha que abrasar essa flor.
Eu tinha que enfrentar esse demônio.
Eu tinha que me confrontar.
Mais eu não conseguia derrotar esse sentimento primordial.

Então eu mudei. Eu pedi por mudanças.
Eu quis. O ódio que eu sentia era algo forte, que eu nunca havia sentido por ninguém 
Nada nunca me fez sentir tão vivo.
Eu não podia abandonar isso. Mesmo que eu perdesse tudo...

Ninguém mais poderia sentir.
Não como eu sentia. 
Ninguém seria capaz.

Essa podridão esdrúxula  que se esconde em toda sombra,
em toda a consciência, de todos os seres.
Na consciência de quem a mantem enterrada.
Você pode achar que elá esta morta por estar presa.
Mais ela está em você. 
O ódio queima e consome tudo como o fogo.
O ódio é o que você não pode falar e o que você não deve sentir.
O ódio é você, somos nós.
Isso é ódio.

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