Eu adoro ver o sol entrando pelas janelas
das casas da minha vizinhança de manhã.
O mesmo sol amarelo e quente que tanto
me fez suar durante os dias de trabalho.
Eu adoro o sabor do café da manhã
que eu tomo todo santo dia.
O mesmo café enjoado, mal preparado e fraco
do solitário bar da esquina.
O mesmo papo diário insosso.
O mesmo caderno em que faço um esboço.
O mesmo trabalho que já levou o melhor de mim.
Mais dentre todas as coisas eu nunca esperei que
Você, fosse a coisa que mais me fizesse falta.
Eu adoro ver o esplendor da noite, a tristeza da chuva, a solidão do silencio, a quietitude do ódio
a felicidade dos felizes, a raiva dos doentes, o desespero do inicio e o inicio do fim.
Nessa hora eu daria tudo, tudo para ter
só mais um pouco, um pouco apenas, um momento,
poder ver aquele rosto pelo menos mais uma vez.
Em vão tentam me buscar, é tarde.
Eu penso quanto tempo mais tenho aqui.
Não muito, talvez eu nem mesmo esteja mais aqui.
Eu tenho medo, estou sem você.
Tudo que me restam são trevas.
Mais eu não posso, não devo e não vou voltar.
Pois agora é tarde demais.
Eu daria tudo.
Eu sentiria novamente o sol amarelo; tomaria o café enjoado; trabalharia o trabalho que de mim levou o melhor; veria o esplendor da noite; a tristeza da chuva; a solidão do silencio; a quietitude do ódio, a felicidade dos felizes...
...A tristeza dos incapazes
E o desespero...Ah, o desespero!
O desespero do início.
E o inicio do fim.
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Sem crédito, o poema desconcertado e mal arranjado é meu. Uma boa forma não faz um poema: sentimento faz.
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